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sábado, 23 de abril de 2011

Teatro "Paixão de Cristo" em Estiva reúne milhares de fiéis na Sexta-Feira Santa



O espetáculo teatral “Paixão de Cristo” trata-se de um projeto cultural sem fins lucrativos, apresentado na cidade de Estiva-MG, desde o ano de 2003, em data fixa – sempre na sexta-feira da Paixão -, sob direção da COPPAC (Comissão Organizadora da Peça Paixão de Cristo), composta por voluntários.


O espetáculo é o maior teatro ao ar livre do sul de Minas, e o segundo maior de todo o estado, perdendo apenas para o teatro apresentado pela PUC na capital mineira. Convém ressaltar que o espetáculo apresentado em nossa cidade é maior até mesmo que o tradicional teatro apresentado na histórica cidade de Ouro Preto.

A apresentação é feita por 250 pessoas, entre atores amadores (que interpretam os personagens principais) e figurantes (100 pessoas que figuram como povo judeu, 46 como soldados romanos, além dos escravos, dançarinas etc).

Os cenários são montados em 3 palcos, sendo um palco central fixo já existente no parque de exposições e dois palcos móveis montados na arena do local. Nos palcos móveis são montadas os cenários do Templo de Jerusalém e do Horto das Oliveiras. No palco fixo são montados, inclusive com troca de painéis, os cenários da Santa Ceia, do fórum de Pilatos, do Palácio de Herodes e do Calvário. A arena ainda é utilizada para a apresentação de algumas cenas, como os milagres de Jesus, o apedrejamento da adúltera e o caminho do calvário.

Para a execução do espetáculo são contratados serviços de som e iluminação profissionais, além de dois telões para que os expectadores possam acompanhar melhor os detalhes de cada cena.

Os espectadores assistem ao espetáculo da arquibancada, que comporta cerca de 5.000 pessoas e sempre lota. A entrada é franca.

Fonte: http://clauestiva.blogspot.com/ Blog da Claudia Noronha

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aniversário de 49 anos da Arquidiocese de Pouso Alegre

A Arquidiocese de Pouso Alegre comemora hoje dia 14 de abril seus 49 anos de elevação à Arquidiocese e a criação da Província Eclesiástica de Pouso Alegre pela Bula “Qui Tanquam Petrus”, do Papa João XXIII. A Província eclesiástica de Pouso Alegre foi criada com as dioceses de Guaxupé, desmembrada da província eclesiástica de Belo Horizonte, diocecese de Campanha e diocese de Pouso Alegre desmembradas da Província Eclesiástica de Mariana. A diocese de Pouso Alegre foi elevada a categoria de Sede Metropolitana, tendo como sufragâneas Campanha e Guaxupé sendo seu primeiro Arcebispo Dom José D'Angelo Neto. Com a elevação à Arquidiocese a Catedral e o Colégio dos Cônegos (Cabido) foram elevados ao grau e à dignidade de arquiepiscopais e metropolitanos.



Dom José D'Angelo Neto - Primeiro Arcebispo de Pouso Alegre



Cabido Metropolitano de Pouso Alegre


Dom Ricardo Pedro Chaves P. Filho O.Praem - Terceiro Arcebispo de Pouso Alegre

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A Tradição

  1. Vivemos em tempos pós-modernos onde a realidade é marcada pela fragmentação do saber, pelo pensamento débil, subjetivismo, relativismo e fundamentalismo. Nessa fragmentação surge uma mescla de pensamentos e valores que mesmo aparentemente opostos se unem numa nova forma de organização. As instituições e a autoridade estão em crise juntamente com os valores que foram cristalizados no passado. Assim, nesse contexto temos também o surgimento de movimentos tradicionalistas. No seio da Igreja Católica Apostólica Romana isso também é verificável. Estes parecem cultivar uma forma de “Tradição” estática, fixa, rígida e ligada, sobretudo, a pensamentos e práticas medievais.
  2. O conceito de Tradição não é unívoco o que traz muitas dificuldades e dificultou a sua compreensão ao longo da história. Assim a tentativa de definição se faz necessário antes de procurarmos analisar as conseqüências. O avanço na compreensão da noção de Tradição pelo Concílio Vaticano II é de fundamental importância para uma sã compreensão da Tradição como parte integrante da Revelação e não como um apêndice desnecessário a fé cristã.
  3. O conceito de Tradição é importante para a auto-compreensão da Igreja, para o diálogo ecumênico e para a ação pastoral da Igreja. A Tradição faz parte mesma da natureza de uma religião e esse fato ganha importância maior quando se refere ao cristianismo e, sobretudo, ao catolicismo, uma vez que a valorização da Tradição é um dos elementos distintivos do Catolicismo frente ao protestantismo.
  4. No início do século XX surgiram na Europa movimentos que procuraram voltar às fontes da Igreja, motivados por estudos sobre liturgia, santos Padres, descoberta de novos manuscritos bíblicos, utilização de novos métodos de interpretação bíblica. Esses elementos influenciaram o pensamento do Segundo Concílio Vaticano (1962-1965). No que tange ao conceito de Tradição este concilio deu-nos uma definição da natureza, do objeto e da importância (Latourelle, 1972). Passa-se a conceber a tradição como viva, em movimento e não como algo estático. A Tradição é dinâmica.
Paulo Giovanni Pereira
paulusiohannes@gmail.com